Dez estudantes brasileiros do ensino médio foram selecionados para representar o Brasil em competições internacionais de astronomia, astrofísica e astronáutica. Os jovens irão participar de importantes desafios científicos, como a Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA, na sigla em inglês), que neste ano será realizada em Hanói, capital do Vietnã, entre os dias 25 de setembro e 5 de outubro, e a Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA), será no Paraguai, de 22 a 29 de novembro, com atividades previstas nas cidades de Assunção, Atyrá e na região de Alto Paraná.
Os jovens classificados já iniciaram a preparação para enfrentar alguns dos melhores alunos e alunas talentosas do mundo em astronomia, astrofísica e astronáutica, em uma jornada que envolve treinamentos avançados, resolução de problemas teóricos e atividades práticas de observação do céu.
IOAA 2026
Para a edição de 2026 da IOAA, o Brasil será representado pelos estudantes: Eyke Cardoso de Souza Torres, Jailson Henrique Godeiro Neto, Arthur Alencar Spuri, Biatriz Soares Silva e Isaac Victor de Araújo Santos.

A IOAA é considerada uma das maiores competições estudantis de astronomia e astrofísica do planeta e reúne equipes de diversos países, formadas por até cinco alunos e dois líderes. A iniciativa busca estimular o interesse científico por meio do aprofundamento em astronomia, astrofísica e observação astronômica.
OLAA 2026
Na Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA), o Brasil contará com Alexandre Monte Mitoso Ribeiro, Rodrigo Marinho dos Santos, David Luis Holanda Ferro, Paulo Isidro Reis de Lima e Maria Beatriz Mesquita Ximenes.

A OLAA reúne jovens de diferentes países da América Latina em provas teóricas, práticas, como, por exemplo, lançamento de foguetes de garrafa pet, e observacionais, além de promover intercâmbio cultural entre jovens apaixonados pelo espaço e pelas ciências exatas.
A delegação brasileira também conta como suplentes: Adriano Calaça Lemos, Tiago Rocha Morais de Santiago, Erick Keizo Assef Sakemi, Arthur Gonçalves Artoni e Maria Clara Pereira de Meneses.
Como participar
Para disputar uma vaga nas olimpíadas internacionais e latino-americanas, os estudantes do ensino médio precisam obter nota igual ou superior a 7 na prova da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) do ano anterior. Já os alunos do 9º ano do ensino fundamental devem alcançar nota igual ou superior a 9.
Após essa etapa, os classificados participam de três provas on-line com níveis progressivamente mais avançados. Em seguida, 45 estudantes são selecionados para treinamentos intensivos e avaliações presenciais.
Ao final do processo, são definidos os cinco jovens que representarão o Brasil na Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA), os cinco classificados para a Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA), além de cinco suplentes.
Organização
A OBA é realizada pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB) e conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com os Deputados Federais Tabata Amaral, Vitor Lippi, Ismael Alexandrino, Senador astronauta Marcos Pontes, Centro Universitário Facens, BTG Pactual, Bizu Space e Força Aérea Brasileira.
A OBA ainda tem como embaixadores os canais Manual do Mundo e AstroBioFísica.



