Os estudantes classificados para a segunda fase da Olimpíada Brasileira de Química Júnior (OBQJúnior) já podem se preparar para o próximo desafio. A próxima etapa será realizada no dia 21 de agosto e exigirá dos participantes conhecimentos de Química Geral aliados à capacidade de interpretar situações do cotidiano e aplicar conceitos científicos.
Segundo o coordenador nacional da OBQJúnior, professor Luís Gomes, a segunda fase terá um nível de dificuldade mais elevado em relação à primeira, mas seguirá a mesma proposta pedagógica da competição. “Na segunda fase, os alunos podem esperar uma prova mais difícil que na fase 1, com os mesmos conteúdos e associação com o cotidiano, mas com nível bem mais alto”, comenta.
Professor Luís comenta que a olimpíada procura desenvolver competências como raciocínio lógico, interpretação, conhecimento histórico da ciência e compreensão de conceitos fundamentais da Química, entre eles elementos químicos, substâncias e suas propriedades.
Todas as orientações, regulamentos e informações sobre a competição são divulgados pelos canais oficiais do Programa Nacional Olimpíadas de Química (PNOQ), pelo Instagram da OBQJúnior e pelo aplicativo da Mobtex, plataforma responsável pelas inscrições, aplicação e correção das provas. Dúvidas também podem ser encaminhadas para o e-mail obqjr.pnoq@gmail.com .
Química presente no cotidiano

Mais do que avaliar conteúdos, a OBQJúnior busca despertar nos estudantes uma nova percepção sobre a disciplina, mostrando que a Química faz parte da rotina das pessoas e está presente em praticamente tudo ao nosso redor.
De acordo com Luís Gomes, a proposta é aproximar os conceitos científicos da realidade dos participantes, reduzindo o foco na memorização e valorizando a compreensão dos fenômenos.
– Buscamos mudar a visão da prova, trazendo o cotidiano e menos conteúdo aprofundado, de forma a mostrar ao aluno que a Química está em tudo. Parece que estamos conseguindo este objetivo. Queremos mostrar a Química no dia a dia do aluno e da sociedade em geral, utilizando apenas o conteúdo básico da Química Geral – destaca.
Na avaliação do coordenador, a olimpíada também contribui para uma mudança na forma como a disciplina é ensinada no Ensino Fundamental. Para ele, a OBQJúnior pode ser um caminho para que escolas e professores percebam que a Química não deve ser uma matéria baseada em muitas fórmulas, coisas para decorar ou excesso de conteúdo.
– O aluno precisa enxergar a Química no seu dia a dia, compreender conteúdos básicos e entender que as grandes descobertas científicas são resultado de anos de estudo. O mais importante é que, ao final, ele perceba que a Química está em tudo – ressalta.
Crescimento da OBQJúnior
A primeira fase da edição de 2026 foi realizada em 3 de junho e registrou outro resultado histórico: mais de 50% dos estudantes inscritos realizaram a prova, índice que supera com folga os anos anteriores, quando a participação não ultrapassava 35%.
Além disso, a competição alcançou o maior número de inscritos de sua história. Para Luís Gomes, os resultados mostram que a proposta da olimpíada tem sido bem recebida por estudantes e escolas.
– Este recorde nas inscrições significa muito para o Programa Nacional Olimpíadas de Química (PNOQ), em especial para a coordenação da OBQJúnior. Indica que estamos no caminho certo na tentativa de melhorar o ensino de Química na educação básica e, especificamente, no Ensino Fundamental – reforça.

“Superar a si mesmo é a maior vitória”
Ao deixar uma mensagem aos participantes, Luís Gomes destacou que o maior aprendizado das olimpíadas científicas vai além da conquista de medalhas.
– Nunca deixem de sonhar. Os sonhos nos fazem buscar nossos objetivos e estes devem ser altos, pois a dificuldade traz a insistência e a luta, e estas trazem a vitória. Nem sempre a vitória é uma medalha, mas superar a si mesmo. Esta é a maior vitória de todas – diz.
Quem é o coordenador da OBQJúnior
O coordenador nacional da OBQJúnior, Luís Gomes, é mestre em Ensino de Ciências pelo Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ) e atua como professor de Química desde 1985. Atualmente, leciona no Colégio Pedro II, onde também exerce a função de coordenador de Química.
Além da coordenação nacional da OBQJúnior, participa da organização da Olimpíada Brasileira de Química (OBQ), da Olimpíada Nacional de Ciências (ONC), da Olimpíada de Química do Rio de Janeiro (OQRJ), da Olimpíada Interna de Química do Colégio Pedro II (OIQCPII) e é diretor da Associação Brasileira de Química (ABQ), presidindo a regional do Rio de Janeiro.



