A primeira edição da Olimpíada Tomeaçuense de Matemática (OTM) reuniu 150 estudantes do ensino fundamental e do ensino médio de sete escolas do município de Tomé-Açu, no interior do Pará. Eles eram desde o ensino fundamental até o Realizada nos dias 23 e 24 de junho de 2026, a iniciativa busca incentivar o raciocínio lógico, ampliar o interesse pela matemática e preparar os participantes para os desafios da segunda fase da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP).
Criada pelo professor Raony Mendes, a OTM é uma olimpíada regional oficial da Associação Olimpíada Brasileira de Matemática. A competição foi desenvolvida especialmente para estudantes das escolas do município selecionados para participar da segunda etapa da OBMEP.
A primeira fase da OBMEP foi aplicada em 9 de junho. Após a correção das provas, as próprias escolas identificaram os estudantes classificados e organizaram a participação deles na Olimpíada Tomeaçuense. Poucas semanas depois, os alunos voltaram a colocar os conhecimentos à prova, agora em uma competição criada dentro da própria cidade.


As questões da OTM foram elaboradas com conteúdo e formatos semelhantes aos encontrados na segunda fase da OBMEP. Algumas atividades apresentaram características próximas às provas nacionais e outras foram adaptadas de edições anteriores, permitindo que os estudantes conhecessem antecipadamente a estrutura das questões discursivas. “Agora os jovens esperam pela prova da Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), que será nos dias 08 e 09 de outubro, na capital do estado, Belém do Pará”, reforça o professor.
Nascimento da olimpíada do conhecimento
Segundo o professor Raony, a olimpíada nasceu diante da necessidade de ampliar a participação dos alunos de Tomé-Açu na OBMEP. Mesmo com uma estrutura inicial simples, o projeto mobilizou professores e escolas em torno de um objetivo comum. A colaboração entre os educadores foi essencial para a seleção dos participantes, a aplicação das provas e o acompanhamento dos estudantes.
– A cidade não tem um histórico de muita participação na OBMEP. Então, o objetivo é fazer com que o aluno conheça mais o formato e estrutura para quando chegar em outubro estar mais preparado – destaca o professor Raony.
Além de funcionar como treinamento para a OBMEP, a Olimpíada Tomeaçuense de Matemática também poderá abrir novas oportunidades acadêmicas. Os estudantes com os melhores resultados em cada nível terão acesso à Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), ampliando o contato com outras competições do conhecimento.
O próximo passo será a realização da cerimônia de premiação dos melhores colocados. A organização também pretende formar grupos de orientação com os alunos premiados e seus respectivos professores, oferecendo suporte adicional para a segunda fase da OBMEP, prevista para outubro.

Com sua primeira edição, a OTM começa a construir uma nova trilha para a matemática em Tomé-Açu. A expectativa é que a experiência ajude os estudantes a chegarem mais confiantes e preparados às próximas etapas, além de fortalecer a participação do município nas olimpíadas científicas.
Sobre o professor Raony Mendes Veloso
Atualmente, é professor de matemática da Prefeitura Municipal de Tomé-Açu, já foi professor de física na Escola Nikkei de Tomé-Açu. Criador da 1ª Olimpíada Tomeaçuense de Matemática (2026), é representante Escolar da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) e Coordenador Regional da Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM, 2026). Tem Licenciatura Plena em Matemática (Universidade Federal do Pará), com especialização em Matemática, suas Tecnologias e o Mundo do Trabalho (UFPI). Professor Campeão da Jornada de Foguetes, em Barra do Piraí (RJ), em 2024; Professor Campeão na Jornada de Foguetes, de Ourilândia do Norte, Pará (2025); e na Jornada de Foguetes do Cerrado (Brasília), em 2025.



