Estudantes do ensino médio criam a Olimpíada Brasileira de Biologia Marinha

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Tibérius Drumond

O profundo interesse pelos oceanos e pela biologia fizeram as estudantes do ensino médio Maria Vitória Damasceno, de 16 anos, e Mayara Loranne Portella, de 15 anos, alunas da Escola Paulo Nunes, em Teresina (PI), unirem forças para criar a Olimpíada Brasileira de Biologia Marinha.

Segundo as criadoras, o fascínio pelos animais marinhos e pelos mistérios que cercam a vida nos mares foi o ponto de partida para transformar uma paixão antiga em uma iniciativa concreta.

Uma ideia que nasceu de uma promessa

A Olimpíada começou a tomar forma a partir de um compromisso pessoal assumido pelas alunas no início do ano. A ideia de “fazer algo diferente” não era nova, mas ganhou força quando decidiram tirar o projeto do papel e colocá-lo em prática.

– Existe uma diferença enorme entre pensar uma ideia e executá-la. O processo é trabalhoso, gera frustrações, mas é muito gratificante ver tudo ganhando forma – relata Vitória.

Por que Biologia Marinha?

Para elas, a biologia marinha ainda é pouco explorada nas escolas e raramente aparece em provas e olimpíadas científicas tradicionais. A proposta é justamente preencher essa lacuna, incentivando os estudantes a pesquisarem, estudar e se encantar com uma área repleta de biodiversidade, curiosidades e desafios científicos.

Entre os temas que os participantes poderão explorar estão:

  • O oceano e suas características
  • Animais marinhos e sua biologia
  • Mamíferos marinhos, como baleias e golfinhos
  • Peixes, arraias e outros grupos de seres marinhos
  • Curiosidades e fenômenos dos mares e oceanos

Prova dividida por níveis

Pensando na diversidade do público estudantil, a Olimpíada Brasileira de Biologia Marinha será organizada em três níveis, de acordo com a etapa de ensino:

  • Nível A: alunos do 6º e 7º anos
  • Nível B: alunos do 8º e 9º anos
  • Nível C: alunos do 1º ao 3º ano do ensino médio

Os conteúdos cobrados serão adaptados à faixa etária, garantindo uma experiência desafiadora, mas acessível.

– Queremos que os estudantes gostem da Olimpíada, gostem de fazer a prova e se interessem pela biologia marinha assim como nós – afirmam as idealizadoras.

Estudantes Maria Vitória Damasceno e Mayara Loranne Portella são as idealizadoras da iniciativa

Uma trajetória marcada pelas olimpíadas científicas

Apesar da pouca idade, Maria Vitória e Mayara já acumulam uma trajetória expressiva em olimpíadas científicas. Entre as competições das quais participaram estão: OBA, Quimeninas, ONEE, OBG, TNBIO, OBHO, Olimpíada de Matemática Financeira, ONC, OCQ, Mandacaru, entre outras. A Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) foi apontada como a favorita.

Essa vivência como participantes contribuiu diretamente para a criação da nova Olimpíada, agora do outro lado do processo.

Acreditar em um propósito

As alunas esperam que a olimpíada possa despertar a curiosidade e contribuir muito com outros jovens, fazendo com que eles se interessem pela área e procurem mais sobre o tema.

Para elas, a criação da Olimpíada Brasileira de Biologia Marinha evidencia o potencial transformador dos estudantes quando há propósito, persistência e paixão pelo conhecimento. Independentemente do nível de dificuldade enfrentado, seja em uma olimpíada científica ou na criação de uma iniciativa própria, a principal lição é não desistir do caminho escolhido.

– Não desistir é essencial. Algo pode ser difícil, mas não é impossível. É muito gratificante ver um projeto ganhar forma. Acreditem em vocês e corram atrás do que desejam, porque podem ter certeza de que não vão se arrepender – reforçam.

Mensagem da CCJr

A Olimpíada Brasileira de Biologia Marinha nasce como mais um exemplo de que a ciência também se constrói a partir da iniciativa dos jovens, da curiosidade e da vontade de transformar ideias em ação. A Comunidade Científica Jr seguirá acompanhando e divulgando inciativas de estudantes e professores. O conhecimento precisa estar sempre em movimento!

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