A tradicional Copa Americana de Foguetes (Amerifog) pode enfrentar dificuldades para manter sua realização em 2026 devido à perda do espaço onde ocorreram as quatro edições anteriores. A área tradicional dos lançamentos passa por obras de um condomínio residencial, o que inviabiliza sua utilização.

Segundo o professor Edvaldo Milan, coordenador da Amerifog, a organização trabalha para manter a Copa Americana de Foguetes nos dias 17 e 18 de maio de 2026, mas a confirmação do evento depende da definição de um novo local. “Com a modalidade de propelente sólido, precisamos de ao menos 500 metros lineares para garantir a segurança dos lançamentos”, explica.
– Todas as quatro edições aconteceram ali. Com a introdução da modalidade de propelente sólido, passamos a precisar de pelo menos 500 metros lineares para os lançamentos, atendendo às exigências de segurança – explica Milan.
Crescimento da competição amplia exigências
O desafio ganha proporções maiores diante do crescimento expressivo da Amerifog. Na última edição, o evento reuniu 92 equipes, somando aproximadamente 200 estudantes, já que algumas equipes competiram em mais de uma modalidade.
Apesar do nome da competição, a participação local foi limitada: apenas cinco equipes eram do município de Americana. A maior parte dos competidores veio de outras cidades do estado de São Paulo, como São Paulo (capital), São Vicente, Caraguatatuba, Indaiatuba, Sorocaba e Santana da Ponte Pensa, além da presença de equipes vindas de Santa Catarina.
“Hoje recebemos estudantes de diversas regiões. A Amerifog deixou de ser um evento local e passou a ter alcance estadual, atraindo cada vez mais jovens interessados em ciência e tecnologia”, destaca o coordenador.
Estrutura vai além dos lançamentos
Outro ponto central na busca por um novo local é a infraestrutura. A Amerifog não se limita às atividades de lançamento de foguetes, mas também promove palestras, oficinas e ações formativas, reforçando seu caráter educacional.
O espaço tradicional oferecia um auditório com capacidade para 380 participantes, além de suporte com food trucks e o restaurante universitário, garantindo conforto mínimo para estudantes, professores e visitantes ao longo do evento.

“Precisamos de um local que permita não apenas os lançamentos, mas também a realização das atividades paralelas. É importante que o participante se sinta acolhido e tenha uma experiência completa”, afirma Milan.
Universidades vizinhas são alternativa
Diante do cenário atual, a organização já iniciou contatos com universidades de cidades vizinhas, na tentativa de viabilizar uma nova sede que atenda tanto às exigências técnicas quanto pedagógicas da competição.

A situação acende um alerta sobre os impactos da expansão urbana em iniciativas educacionais consolidadas. A Amerifog é um exemplo de projeto que cresceu, ganhou relevância regional e agora enfrenta o desafio de encontrar espaços compatíveis com sua evolução.
Enquanto as negociações seguem em andamento, a expectativa é que a Copa Americana de Foguetes consiga superar o impasse e manter sua trajetória de incentivo à educação científica, despertando o interesse de novos talentos nas áreas de ciência, engenharia e astronáutica. 🚀📚




