Entre os dias 5 e 16 de janeiro de 2026, estudantes interessados em ingressar na USP poderão utilizar suas medalhas de olimpíadas científicas como forma de acesso à universidade. A Fuvest publicou o edital do Processo Seletivo Olimpíadas Científicas 2026, que permite a entrada de candidatos na Universidade de São Paulo com base em seus resultados em competições científicas nacionais, internacionais e ibero-americanas.
Assim como ocorre em outros modelos de ingresso olímpico no Brasil, o critério de seleção combina desempenho olímpico + requisitos específicos por curso, permitindo que medalhistas de edições recentes dessas competições concorram a vagas adicionais em carreiras compatíveis com a área da olimpíada em que obtiveram premiação.
O programa reforça a valorização da iniciação científica e o reconhecimento de talentos que se destacam em áreas como matemática, física, química, biologia, entre outros.
Quais olimpíadas valem para o ingresso?
O edital apresenta uma lista de competições aceitas, abrangendo eventos nacionais, internacionais e ibero-americanos. Entre as nacionais, destacam-se algumas das mais relevantes do cenário brasileiro, como:
- OBMEP — Olimpíada Brasileira de Matemática
- OBM — Olimpíada Brasileira de Matemática
- ONC — Olimpíada Nacional de Ciências
- OBA — Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica
- OBAFOG — Olimpíada Brasileira de Foguetes
- OBF — Olimpíada Brasileira de Física
- OBFEP — Olimpíada Brasileira de Física das Escolas Públicas
- OBQ — Olimpíada Brasileira de Química
- OBB — Olimpíada Brasileira de Biologia
- ONHB — Olimpíada Nacional em História do Brasil
- OLP — Olimpíada de Língua Portuguesa
- OBI — Olimpíada Brasileira de Informática
- FEBRACE — Feira Brasileira de Ciências e Engenharia
- OBR — Olimpíada Brasileira de Robótica (prova teórica)
- OBG / OBGP — Olimpíada Brasileira de Geografia e de Geopolítica
Também são aceitas competições internacionais de grande prestígio, como a IMO (Matemática), a IPhO (Física), a IChO (Química), a IOAA (Astronomia e Astrofísica), a IBO (Biologia), a IOI (Informática), a EGMO e a EGOI (competições femininas de Matemática e Informática), além de feiras e torneios como a MOSTRATEC, a Robocup Internacional e o concurso mundial de redação da UPU.
O edital contempla ainda olimpíadas ibero-americanas, como a OIM (Iberoamericana de Matemática), OLAA (Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica), OMCS (Matemática do Cone Sul) e OII (Iberoamericana de Informática).
Cada medalha vale apenas para determinados cursos
Assim como ocorre no processo olímpico da Unesp, os candidatos precisam estar atentos a um ponto crucial: nem toda medalha vale para qualquer curso da USP. O edital da Fuvest define, em anexos específicos, quais cursos aceitam cada olimpíada, respeitando as áreas de conhecimento de cada competição.
Isso significa que um medalhista em Astronomia pode ter acesso a cursos ligados às Ciências Exatas, Engenharias ou áreas específicas de ciências da natureza, enquanto medalhistas em História ou Língua Portuguesa podem concorrer a carreiras de Humanas. Consultar essa tabela é fundamental para evitar inscrições incompatíveis.
A força das medalhas
Para a equipe da Comunidade Científica Jr, as vagas para estudantes medalhistas de olimpíadas científicas é um grande avanço na educação brasileira, principalmente para aqueles que vão prestar o vestibular.
Vale lembrar que as competições do conhecimento valorizam o desempenho acadêmico e estimulam a participação de estudantes em atividades investigativas, experimentais e de alto rendimento intelectual, aproximando os jovens da ciência e tornando o ensino mais instigante.
Mais informações pelo site: https://www.fuvest.br/olimpiadas



