OBAFOG 2025: uma edição histórica que fez o Brasil inteiro voar mais alto e com novos desafios

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Tibérius Drumond

Mais de 25 mil medalhas foram entregues na Olimpíada Brasileira de Foguetes, que mostrou o poder da ciência prática nas escolas e a força das meninas na astronáutica.

A edição 2025 da Olimpíada Brasileira de Foguetes (OBAFOG) entrou para a história. De canudos a foguetes de propulsão sólida, foram concedidas 26.188 medalhas para alunos de escolas públicas, privadas e rurais de todo o país. Foram 10.441 de ouro, 10.312 de prata e 5.435 de bronze.

A iniciativa uni criatividade, aprendizado e emoção em seis níveis de desafios práticos que mostraram o quanto a curiosidade é o verdadeiro combustível da ciência.

Desafios que despertam a paixão pela ciência

Em 2025, a OBAFOG foi dividida em seis modalidades — cada uma voltada para uma etapa do ensino e um tipo de propulsão diferente. No Nível 1, os alunos do 1º ao 3º ano do ensino fundamental construíram e lançaram foguetes de canudo por impulso de ar comprimido, conquistando 1.770 medalhas de ouro, 1.505 de prata e 769 de bronze. No Nível 2, destinado aos estudantes do 4º e 5º ano, foram 2.044 medalhas de ouro, 2.138 de prata e 973 de bronze com foguetes de papel movidos por ar comprimido.

Entre o 6º e o 9º ano do ensino fundamental, o desafio foi elaborar foguetes de garrafa PET movidos com água e ar comprimido, totalizando 4.175 medalhas de ouro, 4.144 de prata e 2.145 de bronze. Já no ensino médio, os alunos se aventuraram com foguetes movidos a vinagre e bicarbonato de sódio, com 2.165 medalhas de ouro, 2.200 de prata e 1.339 de bronze.

Os níveis mais avançados reuniram estudantes do ensino médio e superior com foguetes de propulsão sólida (98 ouros, 99 pratas e 47 bronzes).

Em 2025, a OBAFOG iniciou uma categoria especial de foguetes multiestágios, inspirada no canal Manual do Mundo, que premiou 98 ouros, 114 pratas e 108 bronzes no Nível 3, além de 91 ouros, 112 pratas e 54 bronzes no Nível 4. Lembrando que o projeto foi criado na OBAFOG, em 2024, pelo professor Patrick Martins, da comissão organizadora da OBA, em parceira com o Iberê Thenório, criador e apresentador do canal Manual do Mundo.

Escolas públicas em destaque nacional

A rede pública mostrou mais uma vez sua força. Em todas as modalidades, as escolas públicas conquistaram 15.570 medalhas, o equivalente a 60,2% de todos os premiados — um marco para a educação científica brasileira. Do canudo à propulsão sólida, alunos de norte a sul do país mostraram que, com criatividade e orientação, é possível aprender ciência de forma acessível e apaixonante.

Participação feminina está aumentando na OBAFOG

A força feminina na ciência e na astronáutica escolar

Outro destaque desta edição foi o protagonismo feminino. As meninas da OBAFOG conquistaram 11.725 medalhas em todo o país, sendo 4.646 de ouro, 4.682 de prata e 2.397 de bronze. A presença crescente de meninas nas oficinas e lançamentos reforça o avanço da representatividade feminina na ciência e na astronáutica escolar.

Cada foguete lançado também simboliza a força e a criatividade das jovens cientistas que, a cada edição, conquistam mais espaço e inspiram novas gerações.

Estudantes recebem medalhas na Jornada de Foguetes

Lembrando de que para participar da OBAFOG, a escola precisa se inscrever na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA).

Jornada de Foguetes

Os melhores colocados dos níveis 3 ao 6 ainda são convidados para participar das Jornadas de Foguetes, que acontecem na cidade de Barra do Piraí (RJ). A programação conta com palestras e oficinas práticas sobre astronáutica, astronomia e ciências afins com astrônomos e especialistas, observação das constelações, apresentação de alunos e lançamento de foguetes numa pista de pouso. Além disso, os participantes lançam seus foguetes e podem receber medalhas e troféus.

Organizadores da OBA

A OBA é realizada pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com os Deputados Federais Tabata Amaral, André Janones, Vitor Lippi, Ismael Alexandrino, Senador astronauta Marcos Pontes, Centro Universitário Facens, BTG Pactual, Bizu Space, UERJ, Força Aérea Brasileira e Agência Espacial Brasileira.

A OBA ainda tem como embaixadores os canais Manual do Mundo, Física Total e AstroBioFísica.

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